Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Quest, um instituto de pesquisas historicamente inclinado à esquerda, revela uma tendência significativa que pode mudar o cenário eleitoral no Brasil. Embora o instituto tenha uma margem de erro de 10% favorável à esquerda, os resultados ao longo do tempo mostram um crescimento consistente na popularidade de Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com a pesquisa, em dezembro de 2025, Lula tinha 39% das intenções de voto, Flávio Bolsonaro 23%, e Ratinho 13%. No entanto, em janeiro, Lula caiu para 37%, Flávio subiu para 28%, e Ratinho para 11%. Já em fevereiro, Lula manteve 37%, Flávio alcançou 31%, e Ratinho caiu para 7%. Essa consolidação de Flávio Bolsonaro ocorre à custa do candidato do PSD, Ratinho Júnior, que representa o centro expandido.
É importante notar que Flávio Bolsonaro conseguiu essa ascensão mesmo estando fora do país, enquanto a militância da direita trabalhava em seu favor. Enquanto Lula oscilou apenas dois pontos desde dezembro, Flávio subiu oito pontos. Além disso, a pesquisa do segundo turno mostra Lula com 48% e Flávio com 32%, uma distância de 16 pontos em agosto do ano passado, que caiu para 15 em dezembro, 10 em janeiro, e agora está em 5 pontos.
Essa tendência é ainda mais significativa quando comparada com as eleições de 2022, em que Lula estava 10 pontos à frente de Bolsonaro em fevereiro daquele ano. Flávio Bolsonaro está apresentando uma performance melhor do que a de seu pai no mesmo período anterior às eleições de 2022, mesmo sem estar na presidência.
A chave para as eleições, no entanto, está nos eleitores independentes, que decidem o resultado. A pesquisa mostra que 52% desaprovam o governo Lula, enquanto 37% o aprovam. Esse grupo é fundamental para a estratégia eleitoral, pois é alcançado com o centro e com partidos que se dizem de centro.
Outra pesquisa, realizada pelo Futura, que tende a acertar mais do que errar, mostra Flávio Bolsonaro já na frente de Lula com seis pontos de distância. Além disso, o agregador de pesquisas, que é a média de todas as pesquisas publicadas, mostra que estamos no momento de virada, com Flávio Bolsonaro alcançando o empate.
A pergunta que surge é: o que está por trás dessa mudança? A resposta pode estar na percepção da economia. Para 43% dos brasileiros, a economia piorou nos últimos 12 meses, enquanto para 24% melhorou. A economia é o fator que mais influencia o voto do centro, e como a maioria percebe que a economia piorou, isso pode significar uma vontade de mudança de governo.
Com isso, Lula corre um risco sério de não ser reeleito, o que pode significar o fim do PT no Brasil. É importante trabalhar para eleger Flávio Bolsonaro, considerando a estratégia eleitoral e o alcance do centro e dos independentes.