O Banco Master, uma instituição financeira que tem suas raízes na Bahia, tem uma história que começa com a venda de uma estatal que tratava de cesta básica de alimentos para funcionários na estatal baiana para um dos sócios do banco, Augusto Lima, por uma quantia de milhões de reais. E, em um ato contínuo, Augusto vende 50% dessa operação por 30 milhões de reais, mantendo 50% do controle da operação. Esse negócio, que parece ser o “negócio da China”, transformou alimentos em consignado, com a possibilidade de que todo o conjunto de servidores baianos pudesse ingressar nesse sistema.
Vale lembrar que Rui Costa, o atual ministro da Casa Civil, era governador da Bahia na época, e o líder do governo, Jax Wagner, era secretário. Essa operação, que gerou uma margem de consignado de 30% e chegou a 75% ao longo do tempo, se espalhou pelo Brasil, com o modelo sendo implementado em diversos municípios brasileiros e estados.
E o que é mais surpreendente é que um ministro medíocre, que quebrou o Brasil, ganha um emprego de 1 milhão de reais por mês nesse banco. Um ex-ministro do STF, também afeito ao PT da Bahia, ganha uma consultoria de 350 mil reais por mês. Isso é algo que precisa ser explicado, algo que precisa ser esclarecido.
E, mais recentemente, flagramos o presidente da República, Lula, reunido com o diretor de políticas monetárias do Banco Central, em uma reunião fora de agenda, sem conhecimento do presidente do Banco Central na época. Isso é algo que precisa ser investigado, algo que precisa ser esclarecido.
Até quando isso vai continuar? O que é mais engraçado é que Lula diz que nunca antes na história do país um banco foi liquidado ou investigado, como se tivesse amnésia, uma memória seletiva. Mas o que nunca aconteceu antes na história do país foi esse nível de promiscuidade entre o governo do PT e o Banco Master.
A corrupção está no DNA do PT, e existem episódios que precisam ser relembrados sempre, como a operação Greenfield, que tratou de rombo nos fundos de pensão, o petrolão, que transformou a Petrobras na empresa mais endividada do país, e o mensalão, quando o ministro da Casa Civil comprava o apoio de deputados e senadores com a mesada e mensal.
E o que nós estamos assistindo agora é uma repetição desse filme ruim, com os mesmos personagens, com os mesmos métodos e com resultado que nós já conhecemos. E, infelizmente, quem perde com isso é o Brasil e os brasileiros. O parlamento precisa fazer a sua parte, viscerar esse problema, trazer luz sobre esse problema, como fizemos aqui na CPMI do INSS ao longo dos últimos meses.